RENASCITUDES

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Foi-se a Criança...



A criança que em mim ainda habitava
Perdeu-se abraçada a um rochedo
Já não faz sonhos daquilo que amava
E de amar passou a sentir medo.

As brincadeiras adultas recolhidas
Guardadas no zelo do que se pesa
Pesadas pelo tempo e tão vencidas
Adoçam-se apenas pra uma reza.

A idade avança e o coração endurece
Já não há criança e nem juventude
Minh’alma hoje apenas se abastece
Da voz fechada em plena quietude.

E a infância que alegra a velhice
Aprecio naquele que a conservou
Meu jeito solto de meninice
Precocemente a dor o apagou.

Autoria: Ilka Vieira

2 comentários:

  1. Que lindo!!! Emocionante seu poema.
    Bjs, Hilda

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  2. A criança que até hoje em mim habita, é a que me leva a sonhar e que faz com que eu continue vendo as delicadezas da vida e das pessoas.
    bjs
    Tetê D´Oliveira

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