RENASCITUDES

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Guardador de Lágrimas


Quando a minha lágrima correr,
pegue-me em seu colo,
dê-me seus braços em agasalho,
mostre-me o mais fácil atalho
que a dor não me deixa ver.

Guarde-me como criança,
enfeite minha trança,
conte-me histórias... segredos,
faça descansar a minha guarda,
derrote o monstro do meu medo.

Por fim,
componha uma cantiga bem bonita,
moderna, infantil ou erudita,
transformando essa tristeza
num lago-fortaleza,
guardador fiel
de memória cruel,
intérprete de melodias latentes
que a vida, como serpente,
não me permite esquecer.


Autoria: Ilka Vieira

Um comentário:

  1. Eis aqui um poema de confissão em súplicas.
    Adorei!
    Bjus, Raquel Nonatto

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